Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 10/09/2020
A animação “Meu Malvado Favorito” retrata a adoção de três irmãs por Gru – personagem principal. Para além da ficção, a realidade brasileira apresenta empecilhos acerca do processo de legitimação de crianças. Nesse sentindo, cabe uma discussão a respeito das inúmeras etapas do procedimento adotivo, bem como o lamentável padrão exigido pelos pretendentes. Posto isso, medidas resolutivas devem ser tomadas para sanar o impasse.
A princípio, é factual postular as deficiências estruturais para acelerar o processo de apadrinhamento. Consoante o Conselho Nacional de Justiça, a fila para aguardar uma criança no Brasil é composta por 46,2 mil pretendentes, tendo de enfrentar a burocracia por parte do Poder Judiciário, além de, encarar árduas e numerosas etapas, prologando o ato adotivo e contribuindo para a desistência familiar. Fica claro, então, que a ausência de ações interventivas das autoridades ocasionam na morosidade do sistema.
Ademais, a idealização de uma criança perfeita impacta de forma significativa no andamento da ação. Conforme os dados do Cadastro Nacional de Adoção, apenas 18% dos pretendentes aceitam filhos com 5 anos ou mais, e somente 38% não se importam com a cor da pele, isto é, - com as fichas de cadastramento- os familiares têm o direito de escolha a respeito das características físicas e biológicas da criança, gerando um ambiente restrito e privando grande parcela dos jovens da participação de um núcleo familiar. Dessarte, é lastimável que ainda exista a demasiada seletividade no ato adotivo, promovendo o atraso social do indivíduo.
Em síntese, fazem-se necessárias resoluções imediatas a esse problema. Logo, o Governo Federal, aliado ao Poder Legislativo, orfanatos e psicólogos, devem desenvolver um projeto,visando criar medidas que reduzam a burocracia judiciária, por meio de leis que determinem o tempo máximo de cada etapa. Além de, impulsionar o acolhimento de perfis – que não se encaixam nos padrões descritos-, por meio de conversas e palestras com os requerentes, a fim de minimizar o tempo dos processos, bem como ultrapassar as barreiras que contribuem para essa problemática. Portanto, com o conjunto dessas ações, espera-se facilitar a conduta de adoção no Brasil.