Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 15/09/2020

Segundo Luiz Schettini, psicólogo brasileiro, a adoção afetiva é a verdadeira relação parental, isto é, independente do parentesco ser consanguíneo ou não, os filhos devem ser tratados com carinho.É certo que crianças e adolescentes na fila de adoção nem sempre possuem a oportunidade de desfrutar do amor fraterno. Dessarte, a fim de mitigar os impasses no processo de adoção, os quais reverberam prejuízos aos jovens, tornam-se indispensáveis ações estatais e sociais. Outrossim, a burocratização desse processo e a incompatibilidade de perfis dificultam a adoção.

Mormente, a burocratização impede que precocemente o infanto tenha uma família, como resultado, a criança envelhece e não consegue ser adotada.Consoante o Cadastro Nacional de Adoção(CNA), 80% dos pais desejam filiar indivíduos com menos de 3 anos de idade.Com efeito, o jovem permanece no orfanato durante vários anos e ao final desse período precisa mudar de localidade, porém sem ter se socializado com uma família.Desse modo, ao ingressar na vida adulta diversas vezes carece de oportunidades de emprego e de iniciação ao ensino superior, fator que acarreta na marginalização, por consequência da alta burocratização durante o processo de adoção.

Ademais,a incompatibilidade de perfil é um obstáculo, visto que a perfilhação se torna restrita a um grupo específico.Nesse contexto, a campanha “Adote um Pequeno Torcedor”, do Sport Club de Recife incentiva a adoção tardia e utiliza como exemplo os torcedores desse time. De fato, a maioria dos casos os pais optam por crianças brancas, saudáveis,novas e sem irmãos,essa temática ocasiona em vários anos de espera pelo perfil selecionado, além de excluir diversos jovens almejantes de um lar.Sendo assim, tanto adotantes quanto adotados permanecem a espera de um filho e de uma família, respectivamente e isso gera frustrações em ambos casos.

Em suma, é prioritário assegurar os direitos da criança e do adolescente e assim reduzir os contratempos deste procedimento.Portanto, compete ao Poder Legislativo aprimorar as leis relacionadas à adoção, por meio de novas metas acerca da busca por familiares sanguíneos, os quais priorizem a agilidade, com o fito de aumentar o número de apadrinhamentos antecipado. Além disso, assiste as mídias sociais incentivar a adoção de diversos perfis, por intermédio de campanhas rotineiras, as quais visem mostrar histórias de juvenis que precisam de amor, com o objetivo de minimizar os impactos da seletividade de particularidades.Assim, obter-se-á uma sociedade mais harmônica e coesa alicerçada aos ideais do Luiz Schettini, a respeito do afeto parental.