Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 09/10/2020
Na série “Grey’s Anatomy”, um casal protagonista adota uma criança vinda da África, e mesmo se mostrando com boas intenções, enfrentaram vários desafios para conseguir a adoção. Nesse mesmo sentido, são vários os impasses presentes para a adoção no Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente, regula as burocracias das adoções para garantir que os adotantes cuidem bem de seus filhos. Além disso, a falta de informações e exigências prejudicam o tempo de adoção, pois os indivíduos demonstram preferências na adoção.
Primordialmente, um grande impasse para a adoção é a faixa etária, no qual a maioria das famílias preferem adotar crianças de até dois anos de idades, por terem receio de que as crianças mais velhas não irão se acostumar com a vida nova, e que a bagagem familiar influencie no seu comportamento. Segundo um simulador feito pelo Jornal Estadão, 86,73% dos adotantes não pensam em adotar crianças com mais de seis anos de idade, esse dado vai contra 91,94% das crianças que esperam a adoção, têm mais de seis anos.
Outrossim, outro fator que impede a adoção é o preconceito racial ainda existente na sociedade contemporânea, isso interfere diretamente no processo de adoção, pois a maioria dos adotantes escolhem adotar crianças brancas ou pardas. De acordo com o Conselho Nacional de Justiça, 67% das crianças que esperam a adoção são negras, consequentemente é necessário que haja o combate ao preconceito. Portanto, é notório a preferência existente na hora da adoção. Nessa situação, o Estatuto da Criança e do Adolescente deve criar campanhas e palestras, com o auxílio de psicólogos, voltado para os adotantes, mostrando que a questão racial e a idade não interferem na vida do individuo e que essa preferência é um erro. Dessa forma, os impasses na hora da adoção serão menores, e toda criança e adolescente terá uma família.