Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 27/10/2020
Na série canadense " Anne With An E" dois irmãos procuram adotar um menino para ajudar em sua lavoura, mas ficam surpresos ao receber uma menina, por não ser considerada apta ao trabalho eles cogitam devolvê-la ao orfanato, embora Anne conquiste o carinho dos dois, a série mostra o problema com a idealização de perfil para adoção. Entretanto, não muito longe da ficção, no Brasil, esse problema persiste até hoje já que o perfil de crianças para serem adotadas tende a ser, com idade até 1 ano, de pele clara. Nesse aspecto, convém analisar os principais fatores que corroboram para essa problemática.
Primeiramente, é relevante ressaltar que existem diversas burocracias para realizar adoção no Brasil, por parte do sistema pais solteiros são julgados como incapazes de cuidar de uma criança. De acordo com a página " Empório do Direito" dos 37 mil pretendentes inscritos no Cadastro Nacional de Adoção, 5.000 são pais solteiros. É, portanto, inadmissível que esse número não seja maior, só pelo fato de serem pais solteiros.
Além disso, crianças com necessidades especiais são deixadas ainda mais de lado ao se tratar de adoção, por muitos enxergarem isso como um problema difícil de superar. Á luz disso, a novela " Totalmente demais" retrata a mudança na vida de Carol uma mulher que decide fazer adoção e se apaixona por um garoto que é portador do vírus HIV, mas mesmo sabendo da situação ela não desiste e enfrenta todos obstáculos pelo menino Gabriel. É inaceitável que em um país signatário dos direitos humanos crianças sejam descartadas no momento da adoção por terem problemas de saúde.
Fica claro, portanto, que o governo deve fiscalizar e diminuir a burocracia no processo de adoção, por meio do dinheiro de impostos investir em programas que visem esclarecer dúvidas, promover campanhas de conscientização e empatia. Espera-se, com isso, que os futuros papais venham diminuir os critérios exigidos no ato da adoção.