Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 05/11/2020

Na obra de Pablo Picasso, “Maternidade”, é nítido que uma criança precisa de amor para se desenvolver e não pode ser deixada. Porém, a realidade de muitos na fase da infância não é vivida com amor, tendo suas vidas modificadas permanentemente. Portanto, a seletividade do processo de adoção do Brasil tem levado as crianças a danos irreversíveis e consequentemente problemas psicossociais para os que estão no orfanato.

A princípio, as escolhas para adoção vem em dois viés, as famílias optam por um tipo de criança e o Estado do Brasil por um tipo de estrutura familiar, dificultando o processo. Além do mais, no livro de Charlie Dickens, “Grandes Esperanças”, o protagonista é um menino órfão que não teve uma família disposta para adotá-lo e sua amiga, por ser menina, sexo preferido pelas famílias, e mais nova, encontrou um lar amável. Desse modo, é notório que existe padronização até na adoção, que tem como resultado uma exclusão dos que não estão de acordo com o sistema.

Sob outra perspectiva, por mais que o Governo brasileiro prefira casais heterossexuais, de acordo com uma matéria do Gazeta do povo, o grupo lgbtqi+ tem obstáculos para a adoção, ainda sim, um casal de homem e mulher passam um bom tempo esperando prolongando os problemas da criança. Ademais, no filme “Lion - Uma jornada para casa”, mostra uma criança que passou anos no orfanato tem traumas, se mutila e se sente constante culpada por ter nascido. Logo, são necessárias medidas para agilizar o processo de adoção e menos distinção para os casais adotantes.

Mediante os fatos abordados acima, a adoção brasileira é alvo de uma triagem desnecessária e gera consequências irreversíveis as crianças. A fim de mudar a situação, o Ministério da Família em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância, deveria criar leis que facilitassem a adoção e incentivar as famílias a escolherem crianças de ambos os sexos, todas as idades e com deficiências. Por meio de terapias com psicólogos, passar de dias de lazer com a criança e a revelação da história do adotado. Sendo assim, haveria menos danos as crianças e mais famílias felizes.