Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 05/11/2020
O livro “Capitães de Areia”, de Jorge Amado, relata os desafios de um grupo de meninos órfãos que vivem na rua. Não distante da ficção, no Brasil, milhares de crianças ainda aguardam um lar, fato que, em alguns casos são demorados. A prioridade em crianças brancas e menores de seis anos auxiliam na lentidão da adoção, por consequência, as outras passam pela maior idade sem serem adotadas.
Vale ressaltar, de início, que há uma seleção das características da criança a ser adquirida e, infelizmente, torna-se mais lento o processo de acolhimento. Segundo o filósofo David Hume, o hábito é o grande guia da vida humana. Diante disso, a frequência na escolha de determinados grupos de crianças se tornou comum, isso devido ao preconceito e ignorância enraizados socialmente. Diversas conquistas foram alcançadas a respeito da adoção, porém, ainda é grande o tabu sobre o assunto, a prioridade em crianças brancas e menores de seis anos ainda se mostra recorrente.
Entretanto, o défice na opção de alguns órfãos ocasiona uma espera exaustiva por uma família. De acordo com o filósofo iluminista Rousseau, o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe. Diante disso, algumas crianças passam pela maior idade sem serem adotadas, devido não estarem entre os selecionados, e, ao sair do orfanato, acabam sofrendo preconceitos. Por não terem uma base familiar, acabam ficando sem objetivos na vida e muitas vezes não conseguem emprego, devido a falta de experiencia ou de qualificação profissional.
Diante disso, surge a necessidade de combater essa problemática. É importante, portanto, que o responsável pelo orfanato utilize da internet, ao criar um site de divulgação, por meio dos dados de cada órfão. Com isso, demonstrará as qualidades de cada criança em sua diversidade, assim, irá aumentas as opções e escolhas, ao convencer os futuros pais em outras formas de adoção. Afinal, somente dessa forma será possível otimizar o processo de adoção no Brasil.