Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 17/11/2020

A adoção existe, pois, infelizmente, muitas crianças não podem ser criadas pelos seus pais biológicos por falta de condições financeira, abandono e até mesmo maus-tratos. Com tantas famílias querendo adotar e  sem condições de poder fazer uma fertilização, eles escolhem a maneira mais viável, a adoção, mas essas famílias têm preferências que fogem da realidade da maioria das crianças á disposição fazendo com que vários adolescentes fiquem em orfanatos por anos.

Apesar da demora que existe no processo de adoção parecer ocorrer por causa do sistema e da burocracia, não é. A demora acontece por causa das exigências e preferências. Nesse sentido, existem muitos candidatos a adotantes concorrendo pela adoção das mesmas crianças, enquanto muitas esperam até atingirem a maioridade e perderem o direito à adoção. As preferências são, em sua maioria, crianças brancas, sem irmãos, sem deficiência física e bebês. Grande parte dos adotantes prefere adotar crianças com até 2 anos de idade. Quanto mais velha a criança, menor a chance de adoção.

Nesses casos, o Estado tem mecanismos de proteção garantidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que promovem a acolhida em abrigos e cadastram essas crianças em um sistema nacional para adoção. O Brasil tem efetivamente 4,9 mil menores esperando por adoção e 42.546 pessoas ou casais que pretendem adotar uma criança. Apesar da aparente abundância de pessoas aguardando a oportunidade de adotar uma criança ou adolescente, a adoção ainda é complicada e demorada.

Com isso, para melhorar os casos de adoção para as famílias e crianças, o governo deveria diminuir a burocracia, agilizar a guarda das crianças e cumprir prazos, e as famílias terem a obrigação de escolher crianças sem um perfil específico. Só assim, os adotantes não irão mais desistir de adotar pelo tempo e as crianças não vão ficar até a maior idade em orfanatos.