Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 18/11/2020

A adoção é um a modalidade artificial de filiação que tem como objetivo imitar uma filiação natural, e não somente isso mas também é responsabilidade, consciência e comprometimento com o próximo, no qual legalmente incluem crianças e adolescentes como integrantes da família. No Brasil há diversos impasses que dificultam o processo de adoção, como por exemplo a seletividade de perfil que os pais exigem, que acabam prolongando o processo e impedem que milhares de jovens cresçam em um âmbito familiar descente.

Por volta de 66% das famílias que estão aptas e dispostas a adotar, não querem acolher os irmãos. Segundo o Cadastro Nacional de Adoção (CNA), das crianças aptas a serem adotadas mais de 65% possuem irmãos. Outrossim de acordo com o Senado Federal, a faixa etária mais procurada é até os 4 anos de idade, porém é uma idade muito restrita em relação a todos os jovens em adoção, sendo apenas 4,1% dos cadastrados.

Sob esse viés ganha particular relevância a permanência dessas crianças nos abrigos por muitos anos, o que se torna um grande impasse no processo da adoção, visto que adolescentes têm uma maior dificuldade de se encaixar no perfil desejado pela família, pois já se tem uma certa maturidade e personalidade formada fora do âmbito familiar o que torna a criação mais complicada, e sua permanência só é permitida até os 18 anos, após essa idade os jovens tem que se virar, tendo seus direitos enquanto eram crianças negados.

Diante dos argumentos apresentados pode-se concluir que há preconceitos e impasses que dificultam bastante a vida dessas crianças e jovens em adoção, tornando-se necessário que o governo por meio de campanhas conscientize as famílias que tem interesse em adotar, informando os direitos que toda criança tem, e criar ONGs que apoiem os jovens que não conseguiram ser adotados dando oportunidades de emprego e estudo.