Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 19/11/2020

Segundo o sociólogo francês Pierre Bourdieu, uma família caracteriza-se como núcleo fundamental de cada indivíduo, uma vez que esta oferece o primeiro contato do ser humano com uma sociedade na qual será inserido. No entanto, ao observar a dinâmica do processo de adoção no Brasil, perceba que as crianças e adolescentes estão sendo impedidos de vivenciarem essa experiência importante social. Nessa perspectiva, tal fato é diretamente motivado por enormes questões de ordem burocrática e incompatibilidade dos perfis, que os interessados ​​na adoção vivenciam.

Há diversas diversas e burocracias para realizar uma adoção atualmente no Brasil, o tempo de espera das famílias pode chegar à anos, muitos critérios são facilmente identificados por ambas as partes. Por parte do sistema, questões como a classe social são determinantes para o tempo de espera, quanto maior a classe, menor ou tempo, o poder aquisitivo não é o único obstáculo, pais solteiros são julgados como incapazes de criar e dar um lar ideal a uma criança falta por um parceiro, julgamento falho, visto que segundo o IBGE, uma taxa de pais solteiros segue uma crescente nos últimos anos, os casais homossexuais lideram uma estatística dos pais impedidos de oferecer amor e lar as crianças. Os futuros papais escolhem, como em um jogo virtual “Habbo”, onde é possível montar seu avatar, a cor do cabelo, dos olhos, da pele e até a faixa de idade da sua preferência, sem contar no sexo, pesquisas apontam que, crianças até 2 anos possuem a maior taxa de adoção, as crianças negras são as menos escolhidas, e os adolescentes e os que possuem irmãos lideram a rejeição.