Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 20/11/2020
Compreende-se adoção como a adição de um indivíduo, de forma legal, no núcleo familiar. Nesse sentido, o filme americano “Lion: Uma Jornada Para Casa” mostra a história de uma criança que se perde de sua família biológica e é incorporada em outra parentela. Desse modo, observa-se a importância dos mecanismos adotivos, no entanto, ressalta-se as dificuldades burocráticas e os empecilhos sociais do processo no Brasil.
Em primeiro plano, torna-se evidente que para adotar é preciso estar ciente das questões legais. Nessa perspectiva, no Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece diretrizes para a execução do ato, objetivando a proteção da integridade física e mental do sujeito em crescimento. Entretanto, esse processo é permeado por situações burocráticas complexas, que podem causar a não adoção. Por isso, cabe aos órgãos competentes facilitarem a ação, de modo a criar estratégias de fácil incorporação do indivíduo em um núcleo familiar seguro.
Outrossim, um dificultador do processo é o não entendimento das diferentes configurações parentais. Como exemplo, a série “Os Fosters: Família Adotiva” demonstra como a parentela pode se estabelecer de maneiras diversas, mas que a relação entre seus integrantes deve ser saudável. Dessa forma, fica nítido que a adoção pode ser um novo modelo familiar, porém esse formato não torna a relação menos afetiva e respeitosa e, por consequência, todo preconceito deve ser combatido.
Portanto, evidencia-se a importância de facilitar e normalizar a adoção no Brasil. Sendo assim, cabo ao governo federal, órgão articulador de melhorias na vivência dos civis, executar emendas simplificadoras, por meio do sistema legislativo, voltadas para o processo adotivo, de modo a torná-lo de fácil consumação e possibilitar que mais famílias realizem o procedimento. Com efeito, mais exemplos como o do filme “Lion: Uma Jornada Para Casa” serão observados.