Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 29/12/2020

As condições para a adoção estão previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente, as quais priorizam o direito à convivência familiar digna e justa. Hoje, no Brasil, existem mais de cinco mil crianças postas a adoção. Entretanto, devido ao excesso de burocracia imposto pelo Estado e de especificidade pelos futuros pais, o processo é demasiadamente lento, o que prejudica os jovens nos abrigos.

Em primeira análise, observa-se os empecilhos de ordem do governo. O Conselho Nacional de Justiça demora muito tempo para destituir o poder da família, o que faz com que as crianças cresçam nos orfanatos. Além disso, muitos órgãos públicos estão envolvidos no procedimento, e em muitos deles faltam funcionários, o que confere uma morosidade à ação. Por fim, há uma resistência quanto a adoção por parte de famílias homoafetivas ou monoparentais, fruto de um preconceito enraizado na sociedade brasileira.

Em segunda análise, consideram-se os reveses colocados pelos pais. O principal é a alta especificidade no perfil dos adotados. De acordo com o site JusBrasil, as famílias procuram bebês de 0 a 2 anos, brancos e sem irmãos, o que vai na contramão dos jovens disponíveis no sistema. Desse modo, observa-se que a discriminação é um grande impedimento no processo, causando uma incompatibilidade constante e prejudicando os habitantes dos abrigos, que procuram uma família e melhores condições de vida.

Em suma, percebe-se que a adoção possui diversos contratempos, que precisam ser resolvidos, prezando pelo bem-estar das crianças da nação. Então, é dever do Ministério da Justiça, responsável-mor pelas varas locais, diminuir os trâmites necessários e criar campanhas de conscientização. Isso deve ser feito por meio de uma divulgação midiática constante, que vise combater o preconceito de gênero, raça e sexualidade, e que explique como funciona o método de perfilhamento, a fim de aumentar o contentamento e a segurança de todos os envolvidos.