Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 29/12/2020
De acordo com a Constituição Federal de 1988 a adoção existe para que o indivíduo adotado tenha proteção. Outrossim, ter uma família é muito importante para a formação do ser em todos os aspectos, principalmente, o emocional e educacional. Contudo, hodiernamente há mais de 5 mil crianças que esperam um lar. Uma vez que os estereótipos criados para adotar uma criança ou adolescente são idealizados pelas famílias, como também o desgaste do processo burocrático imposto pelas leis brasileiras. Logo, é necessário minimizar esses fatores para que a problemática seja sanada e mais pessoas possuam um grupo familiar.
É importante, primeiramente, destacar os padrões impostos pelas famílias que buscam adotar. De acordo com os dados disponibilizados pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça), mais de 90% dos casais só aceitam seres com menos de 6 anos, sendo que 61% das pessoas disponíveis para adoção tem de 7 a 17 anos. Ademais, indivíduos negros não são a preferência na hora da adoção, mesmo sendo a maioria de pessoas ofertadas nesse quesito. Por isso, fica evidente o estereótipo idealizado no perfilhamento, todavia, a realidade nacional é bem diferente da realidade esperada da população. Dessa forma, o índice de apadrinhamento cai. Além disso, a dificuldade na hora do processo legal de adoção e a desinformação sobre esse assunto distancia os lares da admissão de um filho. É inegável a expectativa do casal para receber um filho em sua casa, entretanto, por conta da burocracia do método de adoção esse recebimento ocorre após vários meses, podendo levar até anos de espera. Ainda mais, não há divulgação suficiente para informar a sociedade sobre esse tópico, fazendo com que não aja interesse por parte dos casais. Enfim, como consequência dos empecilhos do modo de adoção, muitas pessoas optam por desistir.
Fica claro, portanto, que as políticas de adoção precisam ser atualizadas no Brasil contemporâneo. Assim, cabe ao poder legislativo modernizar as leis, por meio da criação de novos projetos menos burocráticos advindos do debate entre deputados e senadores sobre esse aspecto tão importante, a fim de minimizar a espera de crianças e adolescentes para receber uma moradia. Por outro lado, campanhas de conscientização devem ser feitas pela mídia, mostrando a real situação dos menores que estão aguardando a adoção, visando quebrar o padrão idealizado pela população. Dessa maneira, o índice de mais de 5 mil indivíduos sem lar será diminuído.