Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 04/01/2021
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostra que os números relativos aos processos de adoção no Brasil apotam uma quantidade maior de candidatos querendo adotar do que de crianças para serem adotadas. Apesar do grande número de interessados, a conta da adoção não fecha e há muitas crianças esperando para terem uma família. Em virtude de questões burocráticas e as relativas à incompatibilidade de perfis.
Há um longo tempo de espera nos processoas de adoção, durante esse tempo as crianças crescem e, quanto mais velhas, mais difícil fica de serem escolhidas pelas famílias interessadas em adotar. No entanto, a sanção da nova lei inclusa no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), deu novos prazos para o processo de adoção de crianças e adolescentes no país, visando rezudir essa espera.
Porém, apenas encurtar o tempo de espera não resolve plenamente o problema, visto que existe uma incompatibilidade entre os perfis de crianças buscadas e as existentes é outro grande empecilho. De acordo com o Cadastro Nacional de Adoção (CNA), 80% dos pais procuram por crianças com menos de 3 anos de idade, o que corresponde a apenas 7% do quadro de meninos e meninas disponíveis para adoção.
Dessa forma, torna-se necessário que ONGs, amaparadas por representantes como Centros de Apoio à Criança e ao Adolescente, promovam a implemetação de campanhas anuais de incentivo à adoção, com estímulo à perfis meno aceitos, como crianças negras, acima de cinco anos e grupos de irmãos, com o objetivo de aumentar os índices de acolhimento no país e dar a mais criança a oportunidade de viverem em um lar. Logo, a incoerência entre os dados apontado pelo CNJ e a realidade observada no Brasil será reduzida, bem como aumentará a dignidade assegurada às criança brasileiras.