Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 07/01/2021

O Conselho Nacional de Justiça mostra que os números relativos aos processos de adoção no Brasil apontam uma quantidade maior de candidatos querendo adotar do que crianças para serem adotadas. Apesar do grande número de interessados, a conta da adoção não fecha e hà muitas crianças esperando para terem uma família.Tal como as questões de ordem burocrática e as relativas à incompatibilidade de perfis.

Há um longo tempo de espera,comum nos processos de adoção, durante esse tempo as crianças crescem e, quanto mais velhas, mais difícil fica de serem escolhidas pelas familias interessadas em adotar. A sansão de uma nova lei pelo ex presidente Michel Temer, inclusa no ECA( Estatuto da Criança e do Adolescente), deu novos prazos para o processo de adoção de crianças e adolescentes no país, vizando reduzir essa espera.

Ademais encurtar a espera não resolve plenamente o problema, já que a incompatibilidade entre os perfis de crianças buscados e os existentes é outro grande empecilho. O cadastro nacional de adoção mostra esse conflito, uma vez que 80% dos pais que desejam adotar procuram crianças com menos de 3 anos de idade, o que corresponde a apenas 7% do quadro de meninos e meninas disponíveis para adoção.

Portanto é necessário que ONG’S, amparadas por representantes como centros de apoio à criança e ao adolescente promovam a implementação de campanhas anuais de incentivo a adoção com estímulo à perfilhação de perfis menos aceitos, como crianças acima de 5 anos de idade e grupo de irmãos, como o objetivo de aumentar os índices de acolhimento no país e dar mais crianças a oportunidade de viver em um novo lar. Desse modo a incoerência entre os dados apontados pelo CNJ( Conselho Nacional de Justiça) e a realidade observada no país será reduzida, bem como aumentará a dignidade assegurada as crianças brasileiras pois é o que preve a elaboração da Constituição Federal, hà 30 anos baseada no sonho de bem-estar social incluindo crianças e adolescentes.