Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 08/01/2021

É notório que a adoção no Brasil enfrenta diversos problemas. Visto que, 66% da população prefere não adotar crianças acima de 12 anos ou que possuem irmãos. Devido a esses fatores os mesmos passam a maior parte de sua adolescência em um abrigo.

De início, é visível notar que a maior parte dos brasileiros preferem acolher crianças que não possuem irmãos, tendo como preferência bebês ou crianças menores de 12 anos. Em uma pesquisa realizada pelo Cadastro Nacional de Adoção (CNA) 4.481 crianças procuram um lar, dentre elas 3.206 possuem irmãos. Entretanto o número de pessoas na fila de adoção chega a 40.306. Tendo em vista que, a maior parte dos adotantes não possuem interesse em crianças com irmãos. Logo, crianças negras, acima de 12 anos ou que pussem irmãos devem ser levadas em consideação, para que as mesmas tenham um lar.

Ademais, crianças e jovens que não se encaixam no perfil desejado, passam a maior parte de sua vida sem ter o amor e o carinho de uma família, e ao completarem 18 anos precisam seguir sua vida sem família e sem absolutamente nenhuma estrutura. Segundo o Cadastro Nacional de Jovens (CNJ), o índice de pessoas prontas para adotar crianças acima de 12 anos é inferior a 1%. O processo de adoção é complicado e demorado, além disso deixam muitos menores cada vez mais distantes de serem acolhidos. Bem como, durante o processo não pode haver irregularidades e atos que violem os direitos humanos, tanto dos adotantes quanto dos adotados. Desse modo, a fila de espera para adotar crianças ou adolescentes devem ser invariáveis, sendo dever da justiça criar e fiscalizar a lei imposta.

Dessa forma, todas as crianças e jovens para a adoção precisam ser considerados e adotados, independente da cor, raça ou idade. Como também a fila de adoção não deve variar, ou seja, todos estão a procura de um lar, devendo serem adotados com igualdade. Portanto, para que não tenha mais nenhum impasse na adoção, cabe ao Governo Federal criar uma lei onde não é permitido escolher quem adotar, mas sim adotar quem está na fila esperando ser acolhido, para que assim todos tenham a chance de crescer ao lado de uma família.