Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 24/03/2021

Por mais que no Brasil a taxa de adoção vem aumentando durante os anos, muitas crianças ainda são deixadas de escanteio. Com a publicidade das mídias, diversas celebridades expoem seu cotidiano e apoiam também a adoção, como a atriz Giovanna Ewbank e seu marido Bruno Gagliasso que influênciam diariamente o meio social a realizar esse ato de amor e solidariedade como fizeram com seus dois filhos adotivos do Malawi. Mas porque existem tantas crianças na hodiernidade brasileira que continuam precisando de um lar?

Sobre o referido exposto, de acordo com o CNA 97,2% dos adotantes preferem crianças entre zero a 5 anos, logo, exclui drasticamente pré adolescentes e jovens de suas fichas de adoção. Em síntese, quanto maior a idade mais distante a probabilidade de ser adotado e certamente, após a maioridade e sem o auxílio básico do governo, esses serão marginalizados perante o corpo social. Decerto, faz-se mister a mudança dessa postura estatal. Outrossim, isso contradiz os princípios das obras do filósofo Thomas Hobbes que expoem que o estado deve cuidar de sua população.

Ademais, é imperativo ressaltar o preconceito étnico na hora de adotar. Desse modo, crianças brancas são escolhidas com maior frequência mesmo que as pretas sejam maioria nos abrigos. Inquestionavelmente, esta conduta racista advém da história do país canarinho que foi um dos últimos a abolir a escravidão, perpetuando essas atitudes repulsívas.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter a problemática. Dessarte, com o intuito de mitigá-la o Governo Federal deve criar um fundo previdenciário para subsidiar um futuro digno para os jovens não escolhidos. Em segunda instância, o Ministério da Educação em parceria com o ECA deve proporcionar palestras gratuitas e propagandas incentivando a adoção daqueles que são deixados de lado por suas características físicas, mostrando a importância de oferecer um lar e amor para estes excluídos pela seleção como para qualquer outra criança. Por fim, o país e as pessoas evoluírão de forma humana, justa e igualitária.