Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 31/05/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 garante que todo indivíduo tenha direito a uma vida plena. Entretanto, essa não é a realidade de diversas crianças e adolescentes que aguardam serem adotadas dentro de orfanatos brasileiros. Nesse sentido, é preciso analisar os fatores que dificultam essa adoção, que são a preferência das famílias adotantes e a burocracia do processo.

Em primeiro lugar, é notório que a preferência dos pais que desejam adotar é um impecílio na hora da perfilhação. O filme “Instant Family” mostra os desafios de um casal ao adotar 3 irmãos, sendo uma adolescente e duas crianças. No entanto, fora da ficção isso é diferente, uma vez que as famílias optam, na maior parte das vezes, por crianças brancas até 2 anos e sem irmãos, o que faz com que aquelas que não se encaixam nesse perfil (a maioria delas), fiquem por anos em abrigos, chegando até a nem serem adotadas.

Ademais, é evidente que a burocracia no processo de adoção é um entrave. De acordo com o filósofo Sigmund Freud: “Todo excesso esconde uma falta”. Analogamente, pode-se dizer que o grande tempo que leva para a conclusão do processo burocrático é resultado da falta de funcionários em função da grande quantidadede etapas e pedidos de adoção. Dessa forma, o processo leva anos para ser concluído, o que resulta na desistência de muitas famílias.

Em suma, concluí-se que os impasses no processo de adoção no Brasil necessitam de atenção. Portanto, é preciso que o Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio de campanhas e palestras, incentive a adoção de crianças fora do perfil preferido pela maioria dos pais, a fim de diminuir o número e o tempo dessas crianças nos abrigos e encontrar um lar para elas. Tal ação deve contar com a presença de assistentes sociais que conversem e quebrem o tabu imposto pela família adotante. Além disso, é necessária a contratação e a capacitação de novos funcionários, com o intuíto de reduzir o tempo do processo burocrático.