Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 09/06/2021
Na série ficcional “Grey’s Anatomy” a personagem principal e seu parceiro decidem adotar uma criança. No decorrer do seriado e do processo é possível ver grandes dificuldades e uma grande demora para a efetivação da adoção. Saindo da ficção e partindo para a realidade brasileira tem-se a burocracia judicial, assim como a especificidade de muitos pretendentes à adoção. No cenário demonstrado há a necessidade de analisar as causas de tais entraves a fim da facilitação do processo.
Assim como na série, a burocracia judicial que envolve o processo de adoção é algo que, de fato, atrapalha em grande escala. Existe, hoje, um estudo feito por advogados da ABJ que demonstra que a justiça desperdiça, por assim dizer, quase um ano na ação de destituição do poder da família biológica. Existe aí um dos maiores problemas, pois nesse tempo os menores crescem em abrigos e, quanto mais velhas as crianças e adolescentes, menor o número de cidadãos que queiram adotá-los. Seria, então, de suma importância que fossem buscados métodos mais rápidos de se fazer tais atos.
Além de tais burocracias exitentes, tem, também, os aspectos exclusivos buscados pelos pais, o que atrasa ainda mais o processo. Na maioria das adoções é buscado um tipo específico de criança, o que acaba construindo uma desigualdade de gênero, idade, perfil e outros. Tais desigualdades e preferências acabam retardando o processo, se tornando, também, um impasse no processo da adoção no Brasil. É, então, necessário que os futuros pais tenham mais consciência e menos preferências, para que se tenham adoções rápidas e consumadas.
Em síntese vê-se que os impasses no processo de adoção na sociedade brasileira é algo de grande lentidão e nem um pouco fácil. É sábido que o objetivo do processo é mudar o núcleo familiar de um menor, em que há o prevalecimento de seus direitos e interesses, entretanto, no Brasil tal objetivo é fortemente atrapalhado. Em busca de ter um processo mais satisfatório, seria interessante se houvesse, por parte do Ministério da Justiça, a exclusão da possibilidade de escolha. O mais adequado seria ter encontros e aquele que sucedesse maior afinidade seguiria com a ação. Essa ação faria com que as desigualdades encontradas fossem cada vez mais diminuídas e permitiria, também, que todos tivessem a mesma oportunidade.