Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 11/08/2021

No seriado norte-americano “Grey’s Anatomy”, são abordadas como dificuldades enfrentadas pelos médicos Derick Shepard e Meredith Gray devido ao problema enfrentado para conseguir a adoção da sua primeira filha, Zola. Fora da ficção, muitas famílias brasileiras também estabelecidas para ter seu tão sonhado filho. Embora o número de famílias escolhidas em adotar, seja maior do que as crianças abandonadas, grande parte das vezes, as características não se enquadram no perfil procurado pelos adotantes. Além disso, o Brasil possui um processo lento e burocrático, acarretando problemas para aqueles que desejam adotar, que muitas vezes optam por desistir. Nesse sentido, convém analisar os fatores que contribuem para essa problemática.

Primeiramente, é possível destacar que a idealização da criança perfeita é um dos principais fatores que causam um impasse no momento da adoção. Desse modo, derivado sensivelmente conforme as chances de adoção, em função das exigências dos candidatos a pais, pois somente 4,1% dos cadastrados à espera de uma família atendem ao quesito que os futuros pais procuram. Nesse âmbito, muitos grupos que passam a infância e a adolescência nos abrigos, chegando a alcançar a maioridade e serem aposentados do CNA, sempre foram incluídos em um seio familiar e afetivo. Logo, enquanto a padronização se mantiver corrente, difícil é a resolução do problema.

Ademais, é válido saliente a excessiva burocracia. Indubitavelmente, por um lado é preciso, realmente, que todos os casos sejam cautelosamente prováveis, por outro, a demora tem sido exagerada. Paralelamente a isso, segundo, Manoel Clístenes, titular da quinta vara da infância e Juventude de Fortaleza, diz que o procedimento deveria durar, no máximo, seis meses, porém devido a lentidão do Judiciário e da longa tentativa de recuperar os laços da criança com a família biológica, a destituição pode levar mais de um ano. De fato, como disse Oseias Valentim: ’’ A burocracia tem o poder de parecer que está produzindo algo, mas não está. Burocracia é inútil ‘’. Assim, é ilógico pensar que, num país que se consagra desenvolvido, a burocracia seja colocada em segundo plano.

Portanto, medidas devem ser retiradas para que o problema seja resolvido. Logo, cabe a Vara de Infância e Juventude, órgão responsável por cuidar do processo de adoção no Brasil, criar campanhas de pró - adoção por meio de personalidades de influência nacional, mas também deve aperfeiçoar de maneira mais efetiva as leis do Poder Judiciário. Tais ações tem o intuito de consientizar os adotantes e acelerar o processo de adoção para que não prejudique as criançãs.  Dessarte, os desafios atrelados aos impasses no momento da adoção serão mitigados e o pensamento do filosófo Paulo Freire “A educação é libertadora” poderá ser consumada na nação.