Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 14/10/2021
O filósofo prussiano Friedrich Nietzsche, em uma de suas citações, diz que a insatisfação é o primeiro passo na evolução de um homem. Contudo, a conjuntura dessa análise vai de encontro a um impasse recorrente no Brasil: o processo de adoção, já que, por enfrentar diversos problemas, tal situação desencadeia impactos negativos na vida dos envolvidos. Essa problemática, deve-se, essencialmente, à falta de investimento na área e o preconceito por parte da população.
Sob esse viés, é importante destacar a negligência estatal acerca do assunto. Nesse sentido, o filósofo grego Aristóteles diz que a política deve ser usada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. A partir desse conceito, é possível associá-lo ao contexto atual brasileiro, no qual, o descrito pelos órgãos públicos responsáveis em tais circunstâncias é maçante, sendo o maior entrave nesse cenário. Como consequência, o sistema se torna cada vez mais burocrático e difícil de ser concluído, assim, diminui cada vez mais como chances de uma adoção. Dessa forma, é importante que o Estado dê a devida atenção às adversidades citadas, aplicando, assim, o conceito de Aristóteles no país.
Além disso, essa questão também se deve à necessidade das pessoas em padrões no corpo social. Um sabre, Nicolau Maquiavel, filósofo italiano, disserta; “Os preconceitos têm raízes mais profundas que os princípios”. Nessa linha de raciocínio, é revoltante ter conhecimento da parcela “excluída” nos processos de adoção, onde é nítida a seletividade por parte dos possíveis futuros pais. Em decorrência disso, crianças mais velhas, negras, com alguma doença e / ou deficiência são adotadas, podendo passar praticamente a vida inteira em orfanatos e abrigos. Assim, é imprescindível que os estigmas sejam deixados de lado, visto que essas crianças precisam tanto de uma convivência familiar quanto as outras.