Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 11/11/2021
No filme “Maltilda”, a personagem principal é negligenciada pelos pais e encontra amor e carinho na professora, que no final do filme consegue adotar Maltilda e formar uma família. Fora da ficção o processo de adoção no Brasil é muito difícil e demorado o que acaba na maioria das vezes na desistência de adotar, além de grandes partes dos orfanatos passarem por dificuldades e até mesmo viverem apenas com doações das cidades, além da preferência do casal de adotar brancas e crianças entre 1 a 5 anos. Por isso, a adoção merece uma atenção da sociedade e do governo.
É notório que o processo de adoção no Brasil possui sérios entraves, uma vez que a seletividade dos possíveis adotantes, aliada à morosidade e burocracia existentes no procedimento contribuem para agravar a questão. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Muitas crianças vivendo nos abrigos possuem casais interessados em adotá-los, mas o processo não é continuado sendo que por não terem sido destituídos do poder pátrio não podem ser adotados. Logo, a permanência nos abrigos implica no aumento de sua idade, deixando de atender ao perfil desejado pelos pais em potencial.
Ademais, a preferência dos casais está voltada para crianças de até três anos, brancas e sem irmãos, uma vez que esse perfil não condiz, em sua maioria, com a realidade, aqueles que não são adotados permanecem nos abrigos e instituições até a maioridade sem terem obtido convívio familiar. No Brasil, quase 60% dos brasileiros dispostos a adoção não querem acolher crianças e adolescentes com irmãos acima de 15 anos, haja visto que, a derrubada dos índices de pessoas que não querem adotar crianças e adolescentes exige tempo, trabalho coordenado e planejamento.
Sendo assim, para resolver os impasses no processo de adoção é necessário que os adotantes visitem os abrigos e instituições com o objetivo de conhecer as crianças para adequar o perfil ideal ao real, de modo a favorecer a criança ou adolescente além de seus interesses próprios. Além disso, é imprescindível que o Estado em parceria com a Vara da Infância dos municípios intensifique bem como agilize o processo de destituição pátria, facilitando o andamento assim como a concretização das adoções.