Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 07/06/2022

No filme “Megamente” da Dreamsworlds, vemos os conflitantes futuros que os personagens tiveram, devido a criação que ambos receberam de sua famílias adotivas. Analogamente podemos comparar o enredo com o que tem acorrido no Sistema Adotivo brasileiro, em que o excesso de burocracia, resultado de um sistema falho, e a expectativa superficial dos pretendentes pais, vem dificultando à adoçãoe a garantia de convivência familiar da Constituição de 88.

Portanto, deve-se analisar o Sistema de adoção que vem falhando continuamente, trazendo trâmites e procedimentos excessivos, impedindo a funcionalidade do mesmo. De acordo com o Cadastro Nacional de Adoção, 53% dos pretendentes a pais preferem acolher crianças de até 3 anos de idade, porém, a Vara da Infância demora em média 3 anos para realizar a destituição familiar, assim, gerando um paradoxo.

Contudo, a busca por um perfil “perfeito” de criança também impossibilita o funcionamento da adoção no Brasil. De acordo com o CNA, somente 6% das crianças estão dentro do desejado pelas famílias, que são crianças brancas, saudáveis, sem irmãos e etc. Além de que, o pensamento popular de que mãe só é mãe se gerar o bebê, leva as mulheres a priorizar tratamentos caríssimos de fertilidade, e a colocar a adoção como última opção sempre.

Dessa forma, o Conselho Tutelar deve se responsabilizar a desburocratizar o processo de adoção, permitindo que mais famílias se disponibilizem. Assim, criando leis facilitadoras e desenvolvendo um processo mais objetivo, sem perder a precaução e o cuidado na escolha. Logo, efetivando a adoção segura e responável, garantindo um lar saudável para as crianças.