Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 11/09/2022

Na saga de J.K. Rowling “Harry Potter”, retrata-se um menino onde após a morte dos pais é adotado por uma família, que, por diversas situações é colocado em maus tratos. No Brasil, embora exista o Estatuto da Criança e do Adolescente e instituições, a lei permite a adoção, mas, na justiça não ocorre bem assim. Nesse sentido, legislação assegura licenças, porém, não incentiva e muito menos é conscientizado o acolhimento dos jovens, colocando-os a margem da sociedade, tornando estes verdadeiros humanos invisíveis.

Segundo Pablo Picasso: “Toda criança é um artista. O problema é como manter-se artista depois de crescido”, nota-se uma alusão à vida adulta. Durante a infância tem-se momentos que são lúdicos, de fato, são futuras pessoas para formar a nação. Em contraste, na vida adulta não terão meios para comunicar e ao menos socializar, pois, não tiveram o carinho necessário durante a sua vida, sempre foram adultos e nunca verdadeiras crianças. Em suma, aderir um estatuto e ser exequível, são duas coisas distintas, a garantia de execução é o verdadeiro ponto no qual deve ser executado.

Outrossim, todo o cidadão o qual se determina responsável, algum dia já foi uma criança. Segundo o escritor Antoine de Saint Exupéry: “Todas as pessoas grandes foram um dia crianças. Mas poucas se lembram”, se esquece que um dia poderia brincar livrementes e sorrir. Por conseguinte, esse direito não é dado àqueles sem uma família para poder se quer abraçar, e vive como os 9,1 milhões de crianças em situação domiciliar de extrema pobreza - Cenário da Infância e Adolescência no Brasil - em 2021. Em síntese, recordar para entender ao próximo é necessário para compreender a dor dessas pessoas.

Dessa maneira, vê-se imprescindível a ação dos meios de comunicação por meio de redes televisivas e sociais para que não se tenha mais humanos invisíveis. Assim, propagandas de incentivos, devem ser o modo no qual as mesmas tem o encargo de agir. Em princípio, pontos os quais irão mostrar à família adotiva o por que esta é uma boa ação. Na finalidade de conseguir conciliar o que estas haviam vivido com as conjecturas hodiernas de confrontos à adoção, mostrando-se não ser um impasse, mas, um estímulo a esse ato.