Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 17/09/2022
Ainda vivemos em um país estruturado e politizado por conceitos tradicionais e primitivos. Na maioria das vezes esses conceitos são vistos como padrões, nos quais, quem se afasta deles inevitavelmente passa por uma série de preconceitos pré-estabelecidos e muitas vezes naturalizados.
Por muito tempo predominou-se pelo mundo o conceito de “Família Tradicional” que deveria ser formada por um homem e uma mulher, e que esta mulher, deveria ser responsável unicamente por gerar filhos e realizar tarefas domésticas. Com o decorrer dos anos, a mulher passou a ocupar um maior espaço social, porém, a ideia de heteronormatividade existente há séculos, ainda passa pelo processo de desconstrução.
Dentre os que pretendem adotar, obviamente, encontramos casais homoafetivos, e se observarmos o perfil deste grupo, veremos que eles, na maioria das vezes, possuem uma maior flexibilidade para com a idade e cor da criança, o que é muito positivo no processo da adoção.
Infelizmente, ainda ouvimos tolos argumentos conservadores dizendo que a criança necessita de referências femininas e masculinas. Porém, é extremamente fácil derrubar essa afirmação ao analisarmos e comprovarmos que crianças educadas por casais héteros e casais homos possuem o mesmo desenvolvimento intelectual e psicológico.
É extremamente importante para a inclusão social desconstruir determinados padrões, afinal, família não é somente o parentesco, mas sim a união de pessoas dispostas a se ajudarem; é algo que vai além de gênero, sexualidade e qualquer tipo de imposição.