Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 07/10/2022

Para a pensadora Nigeriana Chimamanda Adichie, mudanças no “status quo” - o estado das coisas - são sempre penosas. De fato, há uma dificuldade de mudança quanto ao processo de adoção no Brasil, que enfrenta diversos impasses em nossa sociedade. Dessa forma, observa-se um grave problema, que tem como agravantes, dentre muitos, a influência da mentalidade social e a inércia governamental.

Sob esse viés, pode-se afirmar como fator determinante os pensamentos enraizados socialmente. Nesse ponto de vista, de acordo com o Instituto Ipsos Mori, o Brasil é um dos países mais alienados do mundo. Realmente, a escassez de conhecimento e interesse no âmbito da adoção é preocupante, visto que ocasiona um estigma social perante os jovens e crianças que vivem em orfanatos, que salienta a exclusão social e o preconceito. Assim, é necessário modificar a mentalidade da população para criar um ambiente acolhedor a eles.

Além disso, vale ressaltar que a omissão estatal presente nesse meio afeta negativamente a problemática. Sob essa afirmação, conforme o sociólogo Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem-estar social. Todavia, tal bem-estar não está sendo garantido para quem aguarda uma adoção, dado que os mesmos são deixados à deriva pelo Governo e sofrem de burocracias extensas e desgastantes, que ocasiona uma estadia prolongada e desnecessária em orfanatos e istitutos. Logo, urge que o Estado saia do estado em que se encontra para o bem de tais indivíduos.

Portanto, medidas são necessárias para combater os problemas discutidos. Para isso, cabe ao governo facilitar o processo adotivo no país, por meio da redução de burocracias e criação de campanhas de incentivo a adoção - cujo foco seria a desconstrução de preconceitos na sociedade. Essas ações teriam a finalidade de criar um meio saudável para a inclusão dos jovens na sociedade. Desse modo, as mudanças no status quo não serão penosas como relatou Chimamanda