Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 05/09/2023
Na animação “Moriarty: O Patriota”, uma crítica contundente à sociedade de classes é apresentada, destacando como as disparidades sociais resultam do comportamento coletivo. Transpondo essa análise para a realidade brasileira, os desafios da cultura de adoção persiste como uma etapa a ser superada, contribuindo para a complexidade do atual impasse nacional. A origem desse problema reside na escassez de informações aliada à ineficácia governamental.
Sob esse viés, a Constituição Federal de 1988 estipula a igualdade de direitos para todos os cidadãos. No entanto, essa igualdade não se concretiza diante a dificuldade de adoção no Brasil. Desde os tempos da colonização portuguesa, arraigados preconceitos têm um padrão que dita as pessoas serem dignas ou o restante da sociedade, tal qual, negros, deficientes, etc. Nessa lógica, é alimentada pela ignorância social que perpetua esses estereótipos até os dias atuais.
Além disso, é necessário ressaltar que a inação é um dos fatores que contribui para os obstáculos do acolhimento na sociedade contemporânea. Nesse contexto, a teoria das “instituições zumbis” de Baumann é esclarecedora, retratando o estado como uma entidade que existe formalmente, mas não cumpre efetivamente seu papel na sociedade. Assim, torna-se evidente a necessidade de simplificar e agilizar o processo de adoção, para o apadrinhamento ser efetuado de forma prática.
Para reverter esse cenário, portanto, é imperativo que o governo e a mídia colaborem na criação de campanhas digitais que não apenas conscientizem o corpo social sobre adoção, mas também reduzam as exigências desnecessárias e criem leis que favoreçam uma adoção mais rápida. Além disso, a sociedade deve engajar-se ativamente nesse processo de mudança, reconhecendo a necessidade de acolher uma criança ou adolescente fora do padrão social exigido.