Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 16/08/2024
Em seu poema “vou-me embora para Pasárgada”, o autor modernista Manoel Bandeira vislumbrou uma sociedade idealizada, para se refugiar de uma realidade na qual o eu lírico não era feliz, evidenciando a insatisfação no tocando ao mundo concreto. Nesse sentido, fora da ficção, no Brasil, muitos indivíduos são acometidos por tal disfunção, uma vez que são vários os desafios enfrentados quanto a promoção da cultura de adoção no Brasil. Logo, entre eles, estão a negligência estatal e a inércia midiática.
Inicialmente, urge salientar, que a relação casuística da adversidade se dá pela negligência governamental junto com a inércia midiática. Sobre isso o filósofo Thomas Hobbes, na obra “O Leviatã”, afirma que é função do Estado, a partir do contrato social, a imposição da ordem e das garantias naturais ao indivíduo.
No entanto, esse mesmo ente provoca o desafio a promoção da cultura de adoção no Brasil a partir do momento em que ele não efetiva o direito à igualdade, sem distinção de raça e gênero. Em contrapartida, a inércia midiática, podendo promover ações de potencialização elucidando a sociedade sobre possíveis duvidas e benefícios da adoção dessas crianças negligenciadas, por sua vez pouco se movimenta quanto a problemática. Com isso, a cidadania é colocada em um plano imaginário e óbice persiste.
Em suma, é essencial a atuação estatal junto à intensas ações midiáticas para que tais obstáculos sejam superados. Assim o tribunal de contas da União, deve direcionar capital que por intermédio do Ministério das Comunicações, serão elaboradas campanhas de incentivo e esclarecimentos para que haja uma formação crítica positiva sobre a cultura da adoção. Assim como também para o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, que reverterá o capital em educação e cultura, fomentando o trabalho desenvolvido pelas ongs onde essas crianças subsistem até serem adotadas. Dessa forma o preceito Constitucional e midiático serão solidificados no Brasil.