Impunidade no Brasil (Tema adaptado: UNIFENAS - 2012)

Enviada em 07/06/2020

De acordo com Aristóteles, “A base da sociedade é a justiça”. Entretanto, o contexto do século XXI contrária-o, uma vez que a impunidade demontra-se como uma questão de injustiça, o que desestrutura a base da sociedade brasileira. Dessa forma, percebe-se que a questão reflete um cenário desafiador, seja em virtude da demora para solucionar os processos, seja pela formação sociocultural brasileira fomentada pela ideia de impunidade. Convém ressaltar, a princípio, que a demora para finalizar os processos é um fator determinante para a persistência do problema. Segundo o Conselho Nacional de Justiça, os nossos processos levam em média 4 anos e 4 meses para serem julgados. Nessa perspectiva, observa-se que muitos indivíduos de má índole aproveita a ideia de “não serem castigados” para cometer crimes contra outro cidadão, ou até mesmo contra todo o povo brasileiro. Exemplo disso são os “mensalões”, formados por políticos de diferentes cargos, que tiram bilhões dos cofres públicos por ano. Paralelo a isso, cabe ressaltar também que a formação sociocultural fomentada pela ideia de impunidade é uma barreira para resolução do problema. Conforme Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica é possível perceber que a questão da impunidade é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, as pessoas crescem ouvindo que todos os políticos são corruptos e não pagam pelos seus atos. Assim, a tendência das pessoas é adotar esse comportamento também, tornando a resolução do problema complexa. Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Então, é preciso que as famílias junto as escolas, criem mecanismos para redução da problemática, por meio de palestras e debates, para que a população seja incentivada desde pequena, a valorizar o caráter e o coletivismo. Além disso, cabe ao Ministério Público a criação de programas que busquem agilizar os processos sem distinção e privilégios, afim de garantir maior igualdade e diminuir os processos impunes.