Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo

Enviada em 19/09/2019

Incluir e desenvolver

O desenvolvimento das sociedades humanas é intimamente ligado com o grau de integração que os indivíduos possuem. Por esse motivo, desde o período das grandes navegações o homem tem procurado evoluir os meios de transporte e principalmente de comunicação, a fim de tornar as relações mais eficientes. Entretanto, vê-se que o Brasil, mesmo fruto dos grandes descobrimentos, não consegue fazer pleno o acesso aos meios digitais: seja pela relativa pobreza existente, seja pelo investimento ainda baixo na expansão tecnológica.

Mormente, a disparidade no acesso às tecnologias de informação no Brasil revela um dos motivos da persistência de condições agrestes na qualidade de vida. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 51% da população brasileira não é inclusa no mundo digital. Isso é reflexo de décadas passadas sem o real interesse de promover um autêntico desenvolvimento e de um período em que o país andava na contramão do mundo. Ora, no século da informação, a interdependência entre a teia global se dá pela rede, logo uma nação desconectada fica à margem da verdadeira globalização.

Outrossim, cumpre salientar que investir em comunicação e em meios digitais é também promover o crescimento de uma nação. Conforme afirma o Reitor da Universidade da Amazônia, Janguiê Diniz, “um indivíduo incluído digitalmente é aquele que usa desse suporte para melhorar suas condições de vida”. Desse modo, é importante destacar que as políticas públicas de incentivo ao acesso e a produção tecnológica são fundamentais para o Brasil alcançar o patamar de um país justo e equitativo, na medida de suas desigualdades e peculiaridades.

Dado o exposto, compreende-se que a ampliação da malha de meios de comunicação é vital para a inclusão social e crescimento do Brasil. Assim, o Governo pode, por meio de leilões públicos, entregar à iniciativa privada um número maior de espectros de frequência, de modo que se amplie o número das linhas de rede e se barateie o preço da internet, a garantir que uma faixa maior da população possa adquirir esses produtos. Dessa maneira, mais pessoas terão acesso a uma comunicação mais rápida, eficiente e com baixo custo. Feito isso, possibilitar-se-á uma verdadeira melhora no padrão de vida.