Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo

Enviada em 14/10/2019

Após as revoluções tecno científicas dos séculos XX e XXI,  a internet revolucionou não apenas questões relacionadas à tecnologia, como também invadiu os mercados financeiros, sociais e educacionais, promovendo assim, uma necessidade cada vez maior de recursos virtuais. Entretanto, as desigualdades existentes em um país tão vasto como é o caso do Brasil, criam um cenário controverso à medida que, a internet ao possuir a capacidade de monopolizar seu arredor, faz com que aqueles que têm contato com a mesma estejam sempre por dentro de assuntos nacionais e mundiais, ao passo que isola aqueles que não possuem os meios necessários para se conectarem a ela.

Apesar de ser o país com maior crescimento de usuários no meio digital, estudos realizados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) dentro do território nacional apontam que as cidades apresentadas com os maiores acessos à rede estão estritamente ligadas a maiores índices de desenvolvimento humano (IDH). Sendo assim, fica evidente que assim como ocorre a distribuição irregular das condições humanas mais vantajosas pela imensidão brasileira, o acesso ao mundo virtual também ocorre de forma inconsistente, concentrando-se principalmente nas regiões sudeste, sul e centro-oeste.

Vale ressaltar que a internet ao revolucionar os modos de produção e socialização, abre caminho para a informação rápida e em larga escala, reformulação de métodos de didática, modernização do comércio e facilidade de publicidade, novas formas de contato com as pessoas, etc. Indiscutivelmente, a falta de acesso a tais meios tecnológicos cria um cenário de desvantagem para com aqueles que não adequam-se às exigências virtuais. Podendo citar como exemplo, dificuldades de inserção no mercado de trabalho, concorrência desfavorecida no comércio por não contar com a publicidade digital, obstáculos na expansão da qualificação profissional e o desentendimento sobre notícias propagadas.

Em primeira instância faz-se válido estudar não apenas as tendências mundiais, como também a sociedade brasileira e suas necessidades, sendo míster garantir dignidade através de serviços de segurança, saneamento, educação e saúde (mediados por impostos e viabilizados pelo Ministério Público) aos habitantes brasileiros para enfim implantar e melhorar sistemas de internet. O ranking de 72° país no ranking mundial de acesso à internet e celular não deve ser comemorado, já que, em se tratando de temas como IDH e educação o país ocupa posições drásticas que refletem o descaso público e a precariedade da vida humana. Necessita-se assim, de verbas instauradas pelo Tribunal de Contas da União e destinadas à educação, tendo em vista que ao qualificar os jovens é possível sonhar que em um futuro próximo o Brasil trilhe passos de êxito e consagre-se um exportador de tecnologia.