Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo

Enviada em 21/04/2020

Steve Jobs foi um inventor e empresário do setor da informática, tendo como contribuição notável a criação da Apple, marca de celulares e notebooks que utilizam alta tecnologia, uma inovação à época de seu lançamento. Nesse contexto, houve a rápida popularização global das novidades trazidas junto ao crescimento do desenvolvimento tecnológico, sendo várias delas, como a internet, um dos inúmeros meios de democratização da cultura e informação, embora, extremamente elitizadas. Dessa forma, o Brasil atual, lida tanto com a concentração de renda que dificulta o acesso das classes marginalizadas à tecnologia de ponta, quanto com o obstáculo para o domínio dessas ferramentas, principalmente por idosos, fatores que mutilam a inclusão digital no país e consagram a segregação tecnológica.

A priori, a desigualdade na distribuição de renda é certamente um fator distintivo da realidade brasileira em comparação aos demais países do mundo, cenário que é perpetuado desde o período colonial no qual a elite detinha do meios para a sua ampla educação, utilizando do conhecimento e poder político como instrumento para contribuir com a marginalização das classes pobres. Assim, nesse cenário socioeconômico, surgem as novas tecnologias e são ampliados o seu uso. Entretanto, a gravidade e o caráter estrutural desses problemas no país geram o ambiente díspar atual e fazem com que o cenário econômico desigual seja fator que dificulta a aquisição material, como computadores e celulares, para que de fato seja praticada a inclusão digital no Brasil.

Ainda, o conceito de inclusão social diz respeito, também, à capacidade daqueles que possuem acesso à tecnologia, como a internet e celulares, tenham a capacidade de domínio das ferramentas para utilizá-las corretamente. O filme da Pixar, Up – Altas Aventuras, mostra a relação dos jovens com os idosos através das trocas de conhecimentos que cada faixa etária apresenta. Assim, fora da ficção, é indubitável a dificuldade que a 3ª idade possui quanto a utilização da informática em detrimento do jovens, que, por terem nascidos imersos nesse meio tecnológico, encaram com extrema facilidade o uso das tecnologias, sendo necessária a troca informacional para que seja realizada a inclusão de idosos no meio digital.

Portanto, é imprescindível que o Ministério da Ciência e Tecnologia proponha, por meio da formulação de política públicas, uma melhoria das condições do ensino básico, disponibilizando computadores através do Programa Computadores para Todos, a fim de disponibilizar às camadas de baixa renda a maior capacidade de interpretação e uso do enorme número de informações disponibilizado pela Internet e pelas tecnologias, possibilitando que os alunos, futuramente, levem os aprendizados a adultos e idosos. Espera-se, com essas ações, a realização da inclusão digital no Brasil.