Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 21/05/2020
Após a Revolução Técnico-Científico, em 1970, houve um enorme desenvolvimento das Tecnologias da informação e comunicação (TICs) com a criação da internet para a difusão de serviços e conhecimentos. No entanto, os brasileiros sofrem com o problema de inclusão digital. Assim, é lícito afirmar que a maior parte dos cidadãos com precárias condições financeiras não tem acesso aos aparelhos de difusão dessa tecnologia, ou até da própria internet, surgindo problemas, por exemplo, como não realização de serviços que só podem ser executados via “online”.
Em primeiro plano, evidencia-se que os brasileiros mais carentes não tem acesso a essa tecnologia, não havendo uma inclusão dessas pessoas, que tem direito a ela. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU) em 2014, o acesso a internet é um direito humano do século XXI. Ademais, segundo uma análise feita pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação em 2019, mais da metade da população pobre do país não tem acesso a internet , integrantes da classe C e D apenas 48% acessam a internet, enquanto da classe A o índice é de 92%. Sendo assim, um indício de necessidade de investimentos na classe C e D para ter mais acesso ao mundo digital.
Em segundo plano, é imperativo pontuar que no Brasil alguns serviços inclusive institucionais só são possíveis o acesso por via internet, por isso a importância de que todos tenham acesso a ela. Como, por exemplo, o eSocial que é um programa que permite o registro das empregadas domésticas, para terem direito ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e ter garantia de receber o auxílio aposentadoria. Entretanto, se o cidadão não possuir acesso a esse meio pode não saber sobre o benefício, ou até mesmo não conseguir adquiri-lo, um importante direito das empregadas domésticas, que o registro é feito e divulgado “online”
É evidente, portanto, a necessidade da inclusão digital ser uma grande meta do Brasil contemporâneo, para que os cidadãos tenham seus direitos garantidos e acesso a todos os tipos de serviços disponíveis.Por isso, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação planos de subsídios a rede de computadores e internet, por meio de parcerias com empresas particulares oferecendo vantagens fiscais, para a população mais carente ter acesso a um menor custo. Alem disso, o Governo Federal junto com os Governos Estaduais devem promover campanhas na televisão, nas ruas, nos rádios, sobre os novos direitos alcançados pela população e auxiliar sobre como realizar serviços importantes institucionalmente para os cidadãos, para que todos saibam dos seus direitos e deveres. Assim, as mudanças feitas na Revolução Técnico-Científico vão ajudar a sociedade a ser cada vez mais justa.