Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo

Enviada em 09/06/2020

A partir da segunda Guerra Mundial ocorreram as principais descobertas tecnológicas eletrônicas  como o primeiro computador programável e somente na década de 1970 que as novas tecnologias de informação se difundiram amplamente. Nesse sentido, o Brasil encontra-se inserido em um contexto no qual a esfera digital rege as formas de interações sendo, inclusive, um meio utilizado para propagar informações importantes. No entanto, a inclusão digital ainda é um desafio, visto que parcela da população não possui plena entrada ao ambiente virtual devido à condições financeiras e socais.

Convém analisar, inicialmente, que a Organização das Nações Unidas (ONU),citou que o acesso à internet é um direito humano do século XXI. Entretanto, infelizmente, essa garantia não é uma realidade dos indivíduos brasileiros, uma vez que para navegar nas redes de comunicação é necessário ter o aparelho tecnológico, além de obter condições para pagar um plano de internet e, consequentemente, mantê-lo. Desse modo, é incoerente pensar que em um país extremamente marcado pela desigualdade social, onde as periferias nem sempre desfrutam de direitos básicos como alimentação, moradia ou saneamento básico, esses indivíduos mais vulneráveis terão uma aproximação com o ambiente digital. Nessa lógica, de acordo com o filósofo Pierre levy, em uma sociedade hiperconectada na qual ocorre a disseminação de fatos e conhecimentos, a exclusão digital é uma representação da exclusão social.

É válido perceber, dessa maneira, segundo zygmunt Bauman o mundo virtual é extremamente atrativo na medida em que é possível estabelecer conexões com muita facilidade e desfazê-lás na mesma proporção. Nesse sentido, não basta somente possuir condições infraestruturais e financeiras para navegar na internet, uma vez que a linguagem tecnológica exige do sujeito um conhecimento prévio e básico sobre as funções virtuais como, a utilização de teclado e mouse. Além disso, a exclusão pode se dar no campo cognitivo, pois cidadãos analfabetos também podem apresentar dificuldade para acessar os aparelhos tecnológicos visto que é necessário saber ler.

Fica evidente, portanto, a urgência de medidas para amenizar a exclusão digital de modo que os indivíduos exerçam a cidadania. Logo, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação garantir internet à população por meio de investimentos na ampliação de redes de comunicação nas áreas mais periféricas e promover planos de subsídios à computadores e internet a fim de que a comunidade mais carente possa ter acesso a esfera digital e que desfrutem das tecnologias. Ademais, compete às prefeituras locais, disponibilizar no centros comunitários profissionais da área de tecnologia ou voluntários que ensinem cidadãos têm dificuldades para navegar digitalmente e instruam analfabetos a lerem a fim de que esses sujeitos naveguem facilmente na internet e sejam inclusos virtualmente.