Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 12/06/2020
A Terceira Revolução Industrial, ocorrida nos anos 70, teve como marco a invenção da Internet. No entanto, apesar das décadas passadas, a inclusão digital ainda é uma meta não alcançada no Brasil, seja pela desigualdade social, seja pela negligência do governo. Dessa maneira, medidas são necessárias para mudar essa realidade.
Em primeiro lugar, é preciso analisar como o desequilíbrio social dificulta a inclusão no mundo da Internet. De acordo com dados divulgados pelo IBGE, mais de 50% dos brasileiros ganham até 2005 reais por mês, renda que é insuficiente para garantir gastos básicos de uma família. Sendo assim, o acesso à rede informacional é prejudicado, visto que é um recurso pago e a maioria da população é carente. À vista disso, é factual a necessidade de projetos que insiram esses indivíduos no meio digital.
O problema, porém, está longe de ter uma solução, pois o descaso governamental é uma máxima. De acordo com Aristóteles, devemos tratar igualmente os iguais e desigualdade os desiguais, na medida de sua desigualdade. Entretanto, o Brasil executa o oposto disso ao concentrar os serviços de Internet nos grandes centros, longe da população periférica e com escassez de infraestrutura tecnológica. Desse modo, é essencial a ampliação de tal meio de comunicação para atingir a inclusão.
Fica claro, portanto, que alcançar o propósito de inserção digital é primordial para o Brasil contemporâneo. Nesse sentido, a Receita Federal pode conceder incentivos fiscais para empresas que levem o acesso à Internet para locais periféricos, com o objetivo de incrementar o uso de tal serviço por pessoas de baixa renda. Além disso, o Congresso Nacional deve promover obras em áreas com carência dessa tecnologia, por meio do aumento na destinação de impostos para esse setor, a fim de aumentar a rede informacional. Assim, o invento da Terceira Revolução Industrial abrangerá todos os brasileiros.