Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 16/06/2020
A partir da Segunda Guerra Mundial, ocorreram as principais descobertas tecnológicas eletrônicas, como o primeiro computador programável, e somente na década de 1970 que as novas tecnologias de informação se difundiram amplamente. No entanto, apesar dessa disseminação, a inclusão digital ainda pode ser vista como um desafio no Brasil, uma vez que não é toda população que possui pleno acesso à esfera virtual. Nesse sentido, essa dificuldade ocorre, dentre outros fatores, devido à falta de condições financeiras para adquirir as tecnologias e, também, pela falta de conhecimento sobre os requisitos básicos.
Convém analisar, inicialmente, que a Organização das Nações Unidas (ONU), citou que o acesso à internet é um direito humano do século XXI. Entretanto, infelizmente, essa garantia não é uma realidade dos indivíduos brasileiros, uma vez que, para navegar nas redes de comunicação, é necessário ter o aparelho tecnológico, além de obter condições para pagar um plano de internet e, consequentemente, mantê-lo. Nessa lógica, é incoerente pensar que, em um país extremamente marcado pela desigualdade, onde as periferias nem sempre desfrutam de direitos básicos como alimentação, moradia ou saneamento básico, esses sujeitos mais vulneráveis terão uma aproximação com o ambiente digital, pois trata-se de aparelho tecnológico de alto custo.
É válido perceber, dessa maneira, que segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, o mundo virtual é extremamente atrativo na medida em que é possível estabelecer conexões com muita facilidade e desfazê-lás na mesma proporção. Desse modo, não basta só possuir condições financeiras e infraestruturais para navegar nas redes virtuais, visto que a linguagem tecnológica exige do cidadão um conhecimento prévio sobre as funções digitais como, a utilização de teclado e mouse, que pode ser uma dificuldade para a população mais idosa. Além disso, a exclusão digital pode ser no campo cognitivo, pois indivíduos analfabetos podem encontrar barreiras para acessar os aparelhos científicos.
Fica evidente, portanto, a urgência de medidas para amenizar a exclusão digital, de modo que a comunidade possa exercer a cidadania. Logo, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação promover o amplo acesso à toda população por meio de investimentos nas redes de comunicação nas áreas mais periféricas e pela disponibilização de planos de subsídios à computadores e internet, a fim de que os cidadãos mais carentes possam ser incluídos na esfera digital. Ademais, compete às prefeituras locais, disponibilizarem nos centros comunitários profissionais da área de tecnologia voluntários que ensinem sujeitos com dificuldades para navegar digitalmente e instruam analfabetos a lerem, com intuito de que eles naveguem facilmente na internet e desfrutem das tecnologias.