Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 10/07/2020
Roda, ábaco, computador. Ao longo de milhares de anos, a humanidade criou diversas tecnologias para auxiliar o homem. Civilizações inteiras surgiram e pereceram devido ao nível de adaptabilidade daquele povo ao seu entorno. É o caso do Império Romano que, ao conectar as mais distantes cidades-estado através da construção de estradas, uniu diversos povos, tornando-se um dos maiores Impérios da história. Já no século XXI, os meios digitais passaram a ser os elos de ligação entre os povos. Contudo, principalmente devido a uma estrutura deficitária e falta de conhecimento da população, muitos são excluídos desse universo.
Primeiramente, a distribuição desigual do acesso ao mundo digital é uma realidade preocupante. De fato, segundo o artigo 5º da Carta Magna, todo brasileiro tem o direito a usufruir do aparato estatal que, ao providenciar os meios necessários para sua sobrevivência, asseguraria a qualidade de vida dos cidadãos. Nesse sentido, em uma Era Digital, a internet pode ser vista como um artigo essencial e seu uso também precisa ser democratizado. Assim, para que haja uma inclusão nesse segmento fundamental, a concentração de pontos de internet precisa ser evitada.
Além disso, a desinformação da população a respeito de como utilizar os meios digitais a seu favor também contribui para agravar o problema. O naturalista inglês Charles Darwin, em seu livro “A origem das espécies”, propôs que a natureza seguiria um padrão de evolução em que os seres mais adaptados seguiriam vivos e os que não estivessem em adequação ao seu meio morreriam. Traçando um paralelo com a espécie humana, os indivíduos que souberem como usar os mecanismos da internet para seu benefício terão vantagem sobre os que não tiveram acesso a esse conhecimento. Com isso, é indispensável que haja uma universalização da informação.
Faz-se necessário, portanto, que o Governo Federal, aliado a empresas particulares provedoras de internet, expandam a cobertura de internet, através da instalação de novos centros distribuidores de sinal, para favorecer a inclusão digital no Brasil, pois não ser excluído é um direito de todos. Ademas, com o objetivo de trazer mais informação aos brasileiros, as escolas, por meio da organização de feiras, devem promover palestras abertas à comunidade, ministradas por psicólogos e técnicos em informática, visto que tais profissionais podem minimizar a desinformação ao tirar dúvidas e propagar informações corretas. Com isso, a civilização atual formará um “Novo Império”, justo, igualitário e unido, não mais por estradas, mas sim pela inclusão digital.