Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo

Enviada em 12/07/2020

Em 1945, após a Segunda Guerra Mundial, foi criado o primeiro computador do mundo e, a partir disso, a tecnologia não parou de evoluir. Contudo, apesar dos significativos avanços no mundo dos algoritmos, a desigualdade e a exclusão digital também é um fator que evolui com o passar do tempo. Por isso, os diversos tipos de exclusão digital e seus impactos na sociedade brasileira traz muitos prejuízos a população.

Dessa forma, parafraseando o filósofo Pierre Lévy, o mundo contemporâneo apresenta uma sociedade hiperconectada. Portanto, a vida social dos indivíduos está diretamente ligada as redes sociais e a Internet, até porque as informações mais atuais estão contidas nesse ambiente virtual. Desse modo, os diversos tipos de exclusão digital - como a exclusão instrumental, cognitiva, financeira, institucional, entre outras - é um impecílio social que deve ser combatido no país.

Ademais, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, define-se como saúde o bem-estar físico, psíquico e social. Dessarte, a falta de internet é problema que afeta a qualidade de vida social e, às vezes, psíquica dos cidadãos, desrespeitando a saúde desses e trazendo prejuízos - como a solidão, depressão, sentimento de inferioridade, entre outros. No mais, em 2014, a Organização das Nações Unidas pronunciou que o acesso a Internet é um direito humano do século XXI, porém, no Brasil, tal acesso não é garantido a todos os cidadãos, negligenciando um direito comum e causando uma grande exclusão digital.

Dado o exposto, para possibilitar o pleno acesso a Internet por parte de todos, faz-se necessário que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MSTI), mediante investimentos em serviços de Internet, aumente a cobertura das redes no país, principalmente nas áreas periféricas, visando eliminar a exclusão digital. E ainda, é imprescindível que o MSTI, por meio de investimentos, ofereça equipamentos tecnológicos - como computadores - à população carente, considerando a escassez de recursos financeiros desses, para melhorar a qualidade de vida no Brasil.