Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo

Enviada em 18/07/2020

Com o advento da Terceira Revolução Industrial, o acesso à tecnologia tornou possível à disseminação da informação em escala global. Embora esse feito tenha sido benéfico para sociedade brasileira, não pode ser usufruído por todos, tendo em vista a existência de uma fronteira social- a exclusão digital- de uma parcela da população. Diante disso, é fulcral mencionar as causas e consequências desse impasse, que estão associadas á negligência por parte do governo e a segregação socioeconômica.

Primeiramente, é importante ressaltar como a falta de investimentos em políticas públicas que assegurem condições de integração do indivíduo com os meios de comunicação corrobora na perpetuação da problemática. Isso porque de acordo com a ONU, o acesso à internet é um direito humano do século XXI. Logo, é indubitável que o meio cibernético seja acessível para todos, visto que esse é um agente fundamental na transmissão de conhecimentos.

Vale analisar, ainda, as consequências decorrentes de um sistema monetário desigual e limitante. Segundo o pensador francês Pierre Bourdieu, aquilo que foi criado para ser instrumento de democracia, não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Contudo, é notório que o alto custo dos serviços oferecidos pelas empresas de telecomunicações dificulta a inclusão digital das pessoas de baixa classe, fazendo com que a máxima do sociólogo se concretize.

Depreende-se, portanto, a necessidade de medidas que garantam a inserção plena do corpo social aos veículos de informação. Para isso, urge que o Ministério da Tecnologia em parceria com o Ministério da Economia, promover, mediante verbas governamentais, a criação de estabelecimentos, em áreas de maior vulnerabilidade, que ofereçam acesso gratuito a internet. Espera-se com essa ação, que a fronteira existente seja quebrada, e assim o uso das tecnologias seja possível para toda população.