Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 27/07/2020
Num país de dimensões continentais como o Brasil, o uso de tecnologias de comunicação é fundamental para interligar e conectar a nação. Todavia, a inclusão digital é vista como um impasse, uma vez que o acesso às mídias digitais se baseia, principalmente, em fatores socioeconômicos. Desse modo, é possível expor dois graves dilemas: a participação social baseada em privilégios e a desigualdade na educação.
Em primeira análise, é lícito postular que o exercício da cidadania exige interações entre indivíduos. Uma das formas de fazê-lo é por intermédio das esferas virtuais. Entretanto, nota-se que metade da população brasileira não possui acesso à internet, como apontam dados da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Ato contínuo, há uma relação entre a renda per capita de um estado e a utilização de computadores, que explicita a determinação do capital financeiro na participação social dos brasileiros.
Sob outro prisma, é válido analisar a enorme deficiência, no âmbito educacional, daqueles que não têm conexão à rede mundial de computadores. Em se tratando de pedagogia, o uso de tecnologias digitais é fundamental para o aprendizado de alunos de todas as faixas etárias. Mesmo assim, a pandemia causada pelo vírus Sars-CoV-2 em 2020, que fez com que o ensino se tornasse à distância, elucidou uma grave falha: milhões de estudantes foram prejudicados por não terem acesso às aulas on-line.
Infere-se, portanto, que a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) deve democratizar o acesso à internet por meio da instalação de torres e antenas de transmissão em locais remotos, bem como o barateamento dos preços dos planos de rede, por parte das operadoras telefônicas, se faz fundamental. Por fim, tomadas estas medidas, a participação social e a educação deixarão de ser problemas graves e a população desfrutará das benesses provenientes de uma democracia justa e conectada.