Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 30/07/2020
A Revolução Tecno-cientifica-informacional, iniciada na metade do século XX, foi essencial para os avanços da era digital. Atualmente, é visível que as transformações decorrentes dessa fase, colaboraram para o desenvolvimento virtual, principalmente em países desenvolvidos. Entretanto, no Brasil, a exclusão digital ainda permanece presente.
Primeiramente, é significativo citar que, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, o Brasil se encontra em 72º no ranking de inclusão digital.
Esse fator evidencia que, no país existe um significativo número de pessoas que passam pela exclusão infraestrutural, ou seja, não possuem acesso a internet e aos meios necessários, como também pela exclusão financeira, aumentando os níveis de segregação socioespacial.
Em segundo plano, de acordo com o filósofo Pierre Levy, vivemos em uma sociedade hiperconectada, recorrente de um mundo globalizado, cuja tecnologia evolui diariamente. No entanto, esse fator agrava a exclusão cognitiva, que contempla os idosos e pessoas com níveis de escolarização baixa. Esses indivíduos mesmo com acesso aos meios digitais, não possuem discernimento para manipular os equipamentos tecnológicos, o que repele essa parcela do mundo virtual.
Desse modo, consta que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação, desenvolva planos de subsídios para a população mais carente, promovendo o acesso a internet de forma barata e eficaz. Complementarmente, é mister que o Estado incentive a formação de cursos de letramento digital, principalmente para os idosos do país, possibilitando a formação de usuários proficientes. Espera-se, dessa forma, que a população brasileira consiga alavancar os níveis de inclusão digital no país.