Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 01/08/2020
A Constituição Federal de 1988 é um marco aos direitos dos cidadãos brasileiros, por garantir liberdades civis e os deveres do Estado. Embora, não é bem assim, pela falta de integração das minorias nos meios digitais, tornando esses indivíduos cada vez mais excluídos. Nesse sentido, vale ressaltar que o problema não é só a exclusão desses grupos minoritários, mas também a falta de providências do Estado.
Em primeiro lugar, cabe destacar que esses indivíduos podem ser excluídos por questões financeiras ou pela sua região não ter a infraestrutura necessária. Assim, a Primeira República Brasileira foi marcada por um liberalismo excludente, em que os direitos eram ocultados da sociedade, e em maior parte só eram garantidos a elite urbana. Dessa forma, as minorias que não tem acesso ás informações da internet, e não estimulam seu senso crítico, podem se tornar alienados na sociedade.
Ademais, é preciso uma reeducação no sistema sobre a distribuição da internet para inclusão de todos. Com isso, segundo Nelson Mandela, conhecido como o mais importante líder da África Negra, a educação é arma mais poderosa do indivíduo, sendo essa capaz de mudar o mundo. Dessa maneira, o Estado deve olhar com mais atenção para regiões menos valorizadas, aumentando o uso de tecnologia de forma desconcentrada, juntamente para diminuir a macrocefalia urbana.
Portanto, medidas estratégicas são necessárias para resolver esse cenário. Urge que o Ministério dos Direito Humanos invista em informática em bairros periféricos e áreas rurais, em que esses teriam acesso livre e sem custo, como forma de integrar a população nas plataformas digitais, para existir uma diminuição nas desigualdades sociais. Além disso, a mídia deve divulgar regiões que necessitam de investimentos na internet, como meio de informar o Estado, a fim de tornar uma sociedade que visa ao bem-estar coletivo. Assim, será cabível chamar a Primeira República de República Velha, em que os direitos dos cidadãos atuais serão concretos e não haverá exclusão.