Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 04/08/2020
No início do século XXI a inserção do computador na rotina pessoal era um privilégio para poucos. Da mesma forma, o acesso à internet ilimitada era algo que estava fora de cogitação para a maioria dos cidadãos. Logo, o meio encontrado para utilizar essa ferramenta eram os locais com internet coletiva, como por exemplo as lan houses, algumas escolas e farol do saber. Hoje, depois de muita evolução esse importante meio de comunicação e acesso à informações mundiais está mais popular, porém, não para todos.
Com isso, temos instalado o problema de exclusão digital que pode ser proveniente de diversos fatores, entre eles o acesso ao equipamento (computador e internet), ausência de capacidade, entre outros. O primeiro listado é mais recorrente entre as pessoas que contemplam um valor aquisitivo baixo, visto que a prioridade para seu recurso mensal acaba por suprir as necessidades básicas, e em alguns casos nem isso. Sendo assim, além de fazer parte da exclusão de acesso esse grupo também apresentará, concomitantemente, a ausência de capacidade, pois não tem como praticar e desenvolver a habilidade para manusear a máquina.
Outro grupo que permeia a ausência de capacidade são os idosos. Esses, devido a problemas relacionados a idade acabam por isolados do mundo digital, mesmo tendo condições financeiras para adquirir um celular ou computador. É indubitável, que inúmeras pessoas com idade mais avançada tenham uma certa familiaridade com as tecnologias, mas isso é decorrente do meio no qual ela está inserida e as pessoas por quem as rodeiam.
Diante do exposto, ainda é nítido que a inclusão em suas diversas modalidades é um problema a ser solucionado. Um excelente exemplo foi a prefeitura de São Paulo que disponibilizou diversos pontos de wi-fi espalhados pela cidade para uso geral da população, contribuindo assim, para sanar o problema de acesso à internet. Demais autoridades municipais e estaduais poderiam seguir o que está sendo praticado na capital anteriormente citada, ajudando a diminuir o número de excluídos digitalmente. A mídia deveria em sua programação incentivar aos jovens a dispensar um pouco do seu tempo livre para ensinar aos idosos mais próximos como usufruir dessa ferramenta que os permitirá conhecer o mundo virtual. A vista disso, o que até pouco tempo era privilégio para poucos agora seria uma realidade para a maioria.