Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo

Enviada em 04/08/2020

No ano de 2014, a Organização das Nações Unidas (ONU), afirmou que o acesso á internet é um direito humano. Porém, em países Subdesenvolvidos e Emergentes, grande parte da população não possui este privilégio. Em razão disso, é de suma importância que medidas sejam tomadas para que essa “exclusão digital”(que passa a ser social), não venha ser agravada, alias, viver em rede é um direito humano.

Segundo dados do “CETIC”, (Órgão responsável por estudos da sociedade) até 2018 cerca de 46,5 milhões de domicílios contavam com acesso a internet no Brasil, ou seja, 67% de todas as casas no país. Ainda assim, as regiões Norte e Nordeste do país são as mais afetadas, devido ao baixo IDH, ínfimo desenvolvimento socioeconômico e infraestrutura precária que não recebe o minimo de atenção do Estado. Seguindo dados do “IBGE’’, o Nordeste conta com 77% de moradias com banda larga fixa, e a região Norte, retém apenas 53% de usuários da internet residencial. Com isso, a exclusão digital vai além e se torna exclusão social, e a mesma ocorre de variadas formas (Cognitiva, Financeira, Infraestrutural, etc.).

Caracterizado como um país emergente, que está em andamento para se tornar desenvolvido, é de extrema importância que o Brasil tome medidas que visem o aumento da distribuição de internet nas áreas com menos visibilidade, e também preços mais acessíveis de aparelhos digitais. Algumas medidas já são notadas, como por exemplo, a disponibilidade de redes públicas gratuitas, em shoppings, parques, etc. Em tempos de pandemia, como o atual, alunos que não possuem internet ou aparelhos eletrônicos, contam com a solidariedade de doações e empréstimos de faculdades e pessoas.

Por fim, não estou falando apenas de inclusão digital, mas sim, de inclusão social. É imprescindível o investimento do Estado em projetos de incentivo a inclusão digital e a comoção da parte privilegiada da população. E logo, reduzir impostos cujo muitas vezes acabam sendo excessivos e dificultam o processo de inclusão para as minorias.