Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 03/08/2020
É evidente que o cenário socieconômico brasileiro ainda é muito precário, desigual e longínquo do ideal. Esses fatores afetam diretamente na disseminação da tecnologia, não há coerência exigir que periferias tenham acesso á uma boa internet, enquanto os habitantes da mesma não possuem nem alimento.
No limiar do século XXI, tecnologia é sinônimo de avanços, porém em um país em desenvolvimento, como o Brasil, é de suma importância estabelecer prioridades. Questões básicas necessitam ser visadas antecipadamente da inclusão digital. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Maranhão é o estado com menor renda per capita do Brasil, portanto não possuem capital para investir em serviços e meios de usar a internet. Consequentemente, é a região com menor acesso da mesma no país, apenas 56,7% dos maranhenses possuíam acesso a rede em 2017.
Tendo em vista que ao decorrer do tempo a população brasileira torna-se mais adepta a internet e a recursos que a mesma oferece, regiões mais precárias sofrerão ainda mais com a falta dela. Em um cenário pandêmico, como o qual passa-se atualmente, a internet é a maior ferramenta para não estagnar o ano letivo e para trabalhar com segurança. Segundo dados fornecidos pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), 4,8 milhões de de crianças e adolescentes na faixa de 9 a 17 anos, não possuem internet em casa. Dificultando desta forma o estudo, e a disseminação de informações, tornando assim a aprendizagem relativamente mais árdua.
Observando as problemáticas citadas, seria essencial que por meio do governo, houvessem mais investimentos na área da educação, de forma que futuramente ocasionasse em mais trabalhadores com mão de obra qualificada, gerando assim empregos com salários dignos. Resultando em uma maior renda per capita e consequentemente em maiores investimentos na área digital.