Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 05/08/2020
Como evitar a exclusão digital em um país no qual, consoante ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, até 2018, 46 milhões de pessoas não possuíam acesso à internet? Devido à dificuldade de acesso aos dispositivos, à conexão à rede e também a falta de domínio dessas ferramentas, o Brasil encontra dificuldades para efetivar a inclusão digital.
Denomina-se inclusão digital a tentativa da democratização da tecnologia, isto é, a viabilização do domínio e acesso às TIC’s (Tecnologias da informação e comunicação) pelas demais classes sociais. Com as tecnologias inseridas no cotidiano, ser incluído digitalmente tornou-se uma necessidade para a manutenção da qualidade de vida. Assim, dinamiza-se a rotina uma vez que tornou-se frequente o uso das redes por várias instituições, como bancos, cursos e lojas virtuais. Portanto, hoje, a inclusão digital pode vir a minimizar a exclusão social. Um exemplo atual é o trabalho em “home office” e o estudo a distância por conta da pandemia de COVID-19. Essa disponibilidade de acesso é um privilégio do qual nem todos estão podendo usufruir, sendo consequentemente prejudicados.
Segundo o IBGE, os maiores motivos do não uso da internet por parte dos 46 milhões sem acesso seriam a falta de domínio e interesse, serviços e aparelhos caros, além de a internet não estar disponível no local. Ademais, vale ressaltar que os que possuíam acesso tinham como renda média quase o dobro dos que não possuíam. A inclusão digital, seja de idosos, deficientes ou de comunidades carentes, deveria ser de interesse geral, afinal ofertas de trabalho nas áreas ligadas à TIC têm crescido e o acesso à elas auxiliaria no desenvolvimento social, econômico e cultural.
Desse modo, cabe ao governo expandir o acesso digital por meio da oferta de internet gratuita em locais públicos como parques e bibliotecas. Junto a essa medida, conviria às empresas privadas fornecerem os equipamentos e instruções de uso. Assim, gera-se oportunidades no mercado de trabalho e consumidores digitais. Portanto, incluindo a população digitalmente, melhora-se a economia e os índices sociais.