Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo

Enviada em 04/08/2020

Utilizando o twitter, o ex-Ministro da Educação anunciou a atualização da data do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) por meio de uma enquete, onde os alunos poderiam escolher a data preferível por eles. Ao finalizar essa enquete, apenas 1/4 de todos os matriculados deram seu voto, sendo um reflexo de como os meios de inclusão digital são restritos. Por conseguinte, é refletido como a falta de inclusão é um fator demarcante do Brasil, sendo refletido atualmente pela  falta de acesso à internet.

A princípio, a tergiversação do Estado com a população não ocorre apenas na contemporaneidade, mas sim desde os tempos do Brasil Império. Visto como ocorreu a gerência de Dom Pedro II, que foi um chefe de estado arcaico, é refletida a calhordice do Brasil com seu povo, pois ocorria em todo o mundo a abolição da escravatura e a disponibilização da mão-de-obra rentável enquanto, no Brasil, era mantida a escravidão, que acabava por trazer péssimas condições de vida ao povo. Na sociedade hodierna, a imobilização do Estado com a sociedade permanece, fato que corrobora à precariedade da condição de vida, considerando que o acesso à internet  é um direito de todos, consoante a ONU.

Além do discorrido, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) assevera que 1/4 da população brasileira não possui internet em seus domicílios. De acordo com o instituto, aproximadamente 40 milhões de brasileiros não possuem internet, ou pelos serviços móveis e pelos aparelhos eletrônicos serem demasiadamente caros, ou por não saberem lidar com a tecnologia. Esse dado é a reflexão de que a inclusão digital ocorre apenas para parte da população, sendo, pois, ignorada uma parcela avassaladora de brasileiros que nem sequer apresentam a capacidade para incluírem a tecnologia no cotidiano, fato  que ocasiona em uma delimitação enorme da inclusão digital.

Contudo, essa problemática de ignorância com a população pode ser sanada por meio de ações do Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e com o Ministério da Economia, visando desenvolver a imposição de tarifas alfandegárias por cima de produtos estrangeiros de amplo consumo, como os celulares. Sendo assim, todo o lucro obtido seria destinado para o desenvolvimento de tecnologia dentro das universidades, voltadas a desenvolver o necessário para fortalecer a indústria nacional de aparelhos eletrônicos. Dessa maneira, a população compraria os modelos, porque estes, além de sem taxas, seriam feitos sem importar recursos, visando preço baixo.