Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 05/08/2020
Apesar do acesso à internet ser um direito humano do século XXI, imposto pela ONU em 2014, a realidade demonstra outro aspecto, o qual grande parte da população não pode usufruir do serviço. Segundo o filósofo Pierre Lévy, hoje as sociedades são hiperconectadas, ou seja, as informações mais importantes para o dia a dia, como acontecimentos e notícias estão na internet. Com isso, a inclusão digital possui uma vasta importância, já que sua deficiência compromete a cidadania e o acesso a espaços e direitos.
Os impactos sociais da informática são capazes de transformar totalmente a sociedade, excluindo cada vez mais uma massa de indivíduos desprovidos do acesso, enquanto concentra o poder nas esferas virtuais, dotadas de tecnologias e informações. Segundo o Índice Integrado de Telefonia, Internet e Celular da Fundação Getúlio Vargas, em 2016 o Brasil ocupava a 72° posição no ranking de acesso à internet, evidenciando a precariedade nas condições de uso bem como a desigualdade entre as cidades. Por um lado, o país possui cidades como São Paulo e Niterói em que o acesso chega a ser equivalente a países europeus, por outro lado, localidades como a Amazônia, onde o acesso às redes chega a ser inexistente. Logo, é notável a falta de tecnologias necessárias para acesso às redes sociais e internet, bem como de equipamentos e aplicativos fundamentais para o meio virtual.
Portanto, a inclusão social é de suma importância, de modo que reduza uma grande segregação social presente nas grandes cidades. O meio tecnológico está avançando exponencialmente, como parte da Terceira Revolução Industrial, visto que através dele é possível obter acesso a diversos serviços, como compras online, serviços de renovação de documentos, estudos e pesquisas em bancos de dados mundiais. Porém, a inclusão digital ainda precisa ser muito desenvolvida no país, sendo que muitos indivíduos além de não possuírem ferramentas, não possuem capacitação, condições financeiras e de acesso às mídias virtuais. Além de propiciar um desenvolvimento social, ela pode possibilitar um avanço no conhecimento e no acesso a direitos sociais igualitários.
Visto que a inclusão digital deve ser uma das metas para diminuir a desigualdade no acesso à informação, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações deve passar a investir na ampliação das redes de internet, com cobertura em áreas periféricas, bem como em redes gratuitas em locais públicos, possibilitando o amplo acesso pela população mais carente. Ademais, o letramento digital seria um grande investimento para a comunidade, capacitando os indivíduos a serem eficientes usuários da tecnologia, por meio de cursos de língua estrangeira e conhecimentos em equipamentos eletrônicos.