Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo

Enviada em 25/08/2020

Com o advento da terceira Revolução Industrial, também conhecida como Revolução Técnico-Científica-Informacional marcou o início do processo de desenvolvimento da tecnologia. Ademais, essa difusão permitiu o fortalecimento da globalização e um incremento da inclusão digital. Entretanto, tendo em vista a atual situação do país, observa-se que tais transformações se manifestaram de forma heterogênea no mundo contemporâneo, ou seja, beneficiaram somente os estados desenvolvidos. Diante disso, deve-se analisar as entraves da desigualdade social e a dependência dos indivíduos nos meios informacionais.

Em primeiro lugar, é válido ressaltar que a dificuldade da inserção da população se deu pela desigualdade social. Isso acontece porque o Estado deixou de investir em lugares que não se desenvolveram ao longo dos anos. Como resultado, estes possuem condições precárias na saúde, educação e até mesmo saneamento básico, o que dificulta a implementação do meio informacional. Nesse sentido, em paralelo com o sociólogo Zygmunt Bauman, o qual define que na era da informação, a invisibilidade é equivalente à morte. De acordo com o termo supracitado, relaciona-se com a problemática em questão de que os indivíduos ocultos são aqueles que possuem moradias com condições desfavoráveis e foram esquecidos. Além disso, precisam de recursos eficazes para usufruir de uma tecnologia de boa qualidade. Consequentemente, muitas pessoas continuam excluídas do período informacional.

Em segunda análise, é fundamental enfatizar que a população tornou-se dependente dos veículos midiáticos, em especial o mercado de trabalho. Isso corre devido a agilidade que esses meios nos proporciona além de ampliar o conhecimento dos seres humanos. Porém, nem toda a demanda acompanha este desempenho, a qual pode exemplificar de acordo com os dados fornecidos pela Telefonia, Internet e Celular, de que o país está classificado no ranking global em 72° lugar referente a taxa de acesso informacional. Nesse viés, percebe-se que, o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação investe pouco na acessibilidade deste recurso. Por consequência, parte da população pode ter que enfrentar dificuldades para conseguir se inserir nesses avanços.

Depreende-se, portanto, que as entraves da desigualdade social e a dependência dos indivíduos nos meios informacionais contribuem para o problema em questão. Sendo assim, cabe ao governo juntamente com o Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação, promover a difusão dos meios tecnológicos para a população em geral, por meio de políticas públicas, equipamentos para a conexão, acesso a uma rede de qualificada e fornecimento de instruções para a utilização destes métodos. Além disso, o Estado em conjunto com o Ministério da Educação e Saúde, deve investir nos seus setores para lapidar as necessidades da sociedade e ofertar a estas tecnologia de qualidade. Só assim, será possível a ingressão da população no mundo técnico informacional.