Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo

Enviada em 26/08/2020

No filme “Modo avião” conta a história de Ana, uma jovem “digital influencer”, que apresenta nomofobia, dependência do aparelho celular, o que envolve a internet. Ao contrário dessa ficção, parte dos brasileiros não manifestam esse transtorno ou sequer participam dessa forma de interação social, pois são excluídos digitalmente, em outras palavras, não usufruem do acesso à Tecnologia da Informação (TI). Por assim ser, é importante analisar o que contribui para essa problemática, bem como as consequências para quem a enfrenta.

A princípio,o conceito meio técnico-científico-informacional, criado pelo geógrafo Milton Santos, representa mudanças geradas no mundo em resposta aos avanços proporcionados pelo conhecimento aplicado. Todavia, parte dos brasileiros não desfrutam desse benefício devido à dificuldade de interpretar textos simples e realizar operações matemáticas mais elaboradas, o que gera a incompreensão da linguagem da TI, e consequentemente, o seu não uso. Soma se a isso, conforme a Síntese de Indicadores Sociais (SIS), em 2019, 13,5 milhões de habitantes da “nação verde-amarela” vivem em vulnerabilidade econômica, o que gera o não acesso à internet e aos aparatos tecnológicos para utilizá-la.

Outrossim, no ano de 2011, protestos, os quais são denominados Primavera Árabe, surgiram em países do Oriente Médio, além do Norte da África, que ocorreram devido às redes de comunicação virtual, causando a saída de governantes, que estavam no poder a décadas. Nesse contexto, é evidente a livre expressão oriunda da inclusão digital, assim, os indivíduos que não utilizam esses meio de interação, apresentam dificuldades para manifestar pensamentos, como também ter informações sobre áreas, como política e economia. Ainda, elas são excluídas, uma vez que a inclusão digital é exigida em ambientes de trabalho, por exemplo, atendente de caixas de supermercado, ademais, é uma forma de lazer.

Portanto, as causas, bem como as consequências da exclusão digital são graves problemas no Brasil, os quais necessitam ser subtraídos. Assim, cabe ao Ministério da Ciência, da Tecnologia e das Inovações, coordenado por Marcos Ponte, promover o acesso à TI, isso ocorrerá por meio da promoção de lugares, onde serão oferecidos cursos que capacitem a população a usar computadores, celulares e internet, além disso, a prática dessa interação. Essa medida objetiva diminuir a exclusão digital, antes que mais pessoas não usufruam desse avanço previsto por Milton Santos, o que se torne restrito a filmes, como “Modo Avião”, ainda, que a livre expressão fique comprometida.