Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Enviada em 07/09/2020
Ao definir o homem como um ser social, o filósofo Aristóteles aponta a necessidade humana de interagir com outros de sua espécie como forma de viver. Em um momento marcado pela Terceira Revolução Industrial, é possível perceber como as interações humanas e a tecnologia se fundem e impactam mesmo que se apresentem difundidas de modo desigual. Sendo assim, cabe analisar um desafio socioeconômico e uma necessidade em relação a inclusão digital no Brasil.
No primeiro momento, a concentração de renda se apresenta como fator de atraso para a democratização da tecnologia. Segundo IBGE, cerca de 40% da riqueza nacional se concentra nas mãos de 10% da população de forma que o poder de compra se apresenta, para a maioria populacional, como uma ferramenta inviável para acessar ambientes digitais. Dessa forma, é compreensível que haja um reajuste na dinâmica estrutural do país para o avanço nas demais áreas.
Somado a isso, para que a inserção de tais recursos seja efetivo é preciso capacitar os usuários para que o uso seja bem aproveitado. Ao defender o pensamento como uma forma de reafirmar a existência, o filósofo René Descartes aponta a importância do conhecimento que, nesse caso, lapidaria o uso dos meio meios digitais ao expandir sua utilidade para além do entretenimento. Portanto, a instrução seria uma forma de investir e obter retorno a certo prazo no ambiente social.
Por conseguinte, cabe ao Governo federal realizar uma reforma tributária que seja proporcional a renda obtida pelo cidadão e, assim, fomentar a economia junto ao mercado de trabalho para a população. Outrossim, associar o ensino de competências digitais na grade curricular de ensino nas instituições públicas que conte com acesso a eletrônicos e profissionais capacitados a fim equilibrar ambos fatores para que ajam a favor da expansão do acesso aos recursos digitais.